Follow by Email

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Dilma proíbe ministro da Agricultura de falar sobre Código Florestal

ACORDA BR
A criação de parques tão próximos do encontro de líderes mundiais tem que objetivo?
Nosso país tem problemas sérias  de desmatando, residos tóxicos, muitas cidades sem nenhum  tratamento onde o lixo e as doenças   se alastram, Mas o que importa é sair bonito na foto, pois assim  Que terminar o encontro muito será esquecido e só serra Lembrado depois de outros 20 anos.Quer  apostar?
*********

**************************************************************

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Despresunção de inocência

Se Lula quis ‘melar’ o mensalão, valeria então supor que Gilmar quis ‘melar’ a defesa, avalia cientista político.
02 de junho de 2012
Renato Lessa

Há poucas semanas, o País, se concedido direito à metonímia, abrigou um experimento que, sem exagero, é portador de motivos para orgulho. Refiro-me à instalação em palácio da Comissão da Verdade. Ainda que seus resultados práticos sejam incertos, e pertençam antes aos domínios das mais diferentes e opostas expectativas, o evento que marcou seu lançamento abrigou ares de condensação republicana. Isso não apenas pelo cuidado de ali incluir chefes de governo que, em graus diferentes, ocuparam seus postos por força de procedimentos legítimos, mas por sugerir que o tema da verdade – de alguma verdade, ao menos – pode ter lugar na vida pública. A própria presidente, de modo eloquente e incomum na história da República, demonstrou o que podem significar a ideia e a figura de chefe de Estado.

Apesar de incertos os efeitos futuros, houve desde já um efeito imediato, qual seja o de inserir o tema da verdade em casulo distinto do de seu lugar natural. A elucidação do que ocorreu com mortos, desaparecidos e torturados, além de conferir materialidade retrospectiva à experiência do estado de exceção, amplia o conjunto de informações disponíveis a respeito da história recente do País. Mesmo que inúmeras interpretações e atribuições de sentido possam ser construídas, acena-se com a possibilidade de uma "narrativa básica", tal como o fizeram os primeiros historiadores do Holocausto; o grande Raul Hilberg, antes de todos.
Assim, e por um átimo, o tema da verdade insinuou-se de modo invulgar em nossas reflexões a respeito do País. Bastou, contudo, uma conversa mal-ajambrada e mal explicada no escritório do ex-ministro Nelson Jobim, para que o tema fosse devolvido a seu estado habitual, o da indeterminação e do disfarce. Para dizê-lo de outro modo: os dias que sucederam à instalação da Comissão da Verdade foram, como quê, dias de certa suspensão da experiência ordinária da política; o mencionado encontro a três, e as versões desencontradas e incompatíveis entre si dali emanadas, constituiu-se, por oposição, como experiência de des-suspensão ou, se quisermos, de desabamento e de gravitação natural.
Céticos, penso, antes de descartar o tema da verdade, com a falta de hesitação típica de dogmáticos pós-modernos, têm por essa dama – a verdade – sincero respeito, além de considerável pudor. Isso a ponto de recusar inscrever o termo "verdadeiro" em qualquer predicado, atribuído a qualquer aparência. Céticos, sobretudo, não são necessariamente parvos: não saber onde está a verdade não impede a presença de uma sensibilidade para com o implausível. Juízos de plausibilidade são suficientes para que nos movamos no mundo e configuremos nossas orientações e escolhas. Há, por certo, no episódio um abismo insondável: qual dos três protagonistas "diz a verdade"? Questão grave, diante da qual muitos não hesitarão em apresentar respostas definitivas, todas movidas por inclinações afetivas e biliares. Como, então, lidar com o abismo da indeterminação da verdade, nesse caso?
Sugiro, no que segue, uma série de procedimentos aproximativos. Antes de tudo, parece ser sábio adotar algo que poderia ser designado como uma despresunção de inocência dos envolvidos. Se, do ponto de vista penal, o procedimento é inaceitável, do ponto de vista cognitivo a coisa pode ser útil: se há suporte para supor que o ex-presidente Lula quis "melar" o julgamento do mensalão, pela abordagem ao ministro Gilmar Mendes, há idêntica plausibilidade em supor que este quis "melar" a defesa, ao pôr a boca no trombone, e evitar o tratamento apropriado e institucional da suposta ofensa.
Portanto, a abordagem do ocorrido poderia iniciar pela consideração de aspectos internos e inerentes. Há no âmago do evento uma série de implausibilidades: a casualidade do encontro, a amnésia do ex-ministro Jobim, a indeterminação da fonte para a matéria-denúncia, a participação do ministro Gilmar apenas como confirmador do trabalho dos repórteres, etc.
Uma abordagem externalista poderia partir de uma premissa simples: uma conversa dessa natureza não poderia ocorrer. Isso tanto por razões de ordem, digamos, republicanas, mas sobretudo pelo déficit de confiança, ao que parece, envolvido na interação. As hipóteses são todas abjetas: se a narrativa do ministro Gilmar Mendes corresponde à verdade, algo de grande gravidade terá ocorrido; se for inverídica, algo de gravidade grande se passou.
De um ponto de vista consequencialista, ao que parece o episódio foi vencido por quem pretende garantir forte carga dramática ao julgamento prestes a ser feito, e em neutralizar juízes neófitos, supostamente gratos por suas investiduras. Não é recomendável ver na reação do ministro Gilmar nada mais do que manifestação de ultraje pessoal e institucional.
O pano de fundo disso tudo parece ser uma experiência de república na qual o direito penal vale como recurso de inteligibilidade. Diante da indeterminação da verdade, e do esforço militante de fazê-la cada vez mais inapreensível e irrelevante, o desejo infrene de prender os inimigos vale como único recurso de fixação de sentido. Ao que parece, após uma breve incursão do espírito, estômago e fígado repõem suas pretensões a sedes fisiológicas da consciência política nacional.

Fora do império da lei
Juliana Sayuri
Mecanismos centrais da democracia estão sendo ignorados por atores que desejam manter seu poder além de qualquer limite constitucional, afetando até a legitimidade democrática.

Extrapolou. Na análise do cientista político José Álvaro Moisés, a corrupção extrapolou os "níveis normais" no Brasil, o que fragiliza sensivelmente a ocrdemacia. "Os acontecimentos recentes mostram distorções e focos de corrupção que põem a ‘qualidade’ da democracia em xeque", critica o diretor do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo (USP) e autor de Democracia e Confiança - Por Que os Cidadãos Desconfiam das Instituições Públicas? (Edusp, 2010). A seguir, os pontos nevrálgicos abordados pelo intelectual.

e-mail: palmada.semanal@gmail.com

segunda-feira, 28 de maio de 2012

PSDB quer interpelar Lula sobre tentativa de barrar mensalão

Editorial

É impensável que e o mandatário de um país não saiba no que se passa na própria administração, dando um atestado de evidência e com capital eleitorado quilate Que sustentava. Só mesmo com a cumplicidade de boa parcela dos ocupantes com cargos nas casas do congresso. A esperança esta na lei da ficha limpa que  expurgue os ladrões do  erradio público.   


***************************************************************************
FÁBIO FABRINI - Agência Estado
27 de maio de 2012 |

 Encurralado pela possibilidade de convocação do governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, para depor na CPI do Cachoeira, o PSDB prepara medidas contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusado de pressionar o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a adiar o julgamento do processo do mensalão. Setores do partido discutem interpelar o ex-presidente na Justiça, convocá-lo à CPI, bem como a Gilmar, e até propor uma acareação entre os dois. Uma estratégia será fechada nesta segunda-feira, véspera da sessão da CPI na qual pode ser decidida a convocação de Perillo.

"Não há ainda uma definição. Estamos apenas conversando. Mas até amanhã a gente troca ideias sobre qual vai ser o procedimento", informou neste domingo o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), classificando de graves as denúncias contra Lula: "O que houve foi uma afronta a duas instituições: o Congresso e o Judiciário."

Cnforme Gilmar,o num encontro em Brasília, o ex-presidente Lula lhe ofereceu blindagem na CPI do Cachoeira, de maioria governista, em troca de apoio numa suposta operação do PT para adiar o julgamento do mensalão para 2013. O ministro tem relações estreitas com o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), acusado de envolvimento com a organização do bicheiro.
A proposta teria sido feita no escritório do ex-ministro da Defesa Nelson Jobim, que negou o teor da conversa e disse que o encontro não foi combinado. Lula também negou o diálogo, por meio de sua assessoria. Já Gilmar se disse "perplexo" com a suposta oferta do ex-presidente.

Integrante da CPI, o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) disse ter conversado com o líder no partido na Câmara, Bruno Araújo (PE), que lhe deu aval para defender a convocação de Lula na CPI. Nesta segunda-feira, a bancada tucana na Casa se reúne para fechar uma estratégia para o caso.

"A denúncia é gravíssima: um ex-presidente dizer que manda na CPI e usar isso para chantagear um ministro do Supremo", disse Francischini. "Se é mentira, o Lula tem de vir a público se explicar. É quase impossível um encontro fortuito entre duas autoridades desse porte", acrescentou.

O PT costura com partidos aliados um acordo para a convocação de Perillo e, possivelmente, do governador de Tocantins, Siqueira Campos, outro tucano citado nos grampos da PF. Um depoimento de Agnelo Queiroz (PT-DF) também pode ser aprovado, embora a oposição não tenha votos suficientes, se o embate político acabar paralisando a CPI.

e-nail: palmada.semanal@gmail.com

sábado, 26 de maio de 2012

Assessor da Comissão da Verdade defende ações contra torturadores

Editorial********************************************************
25 de maio de 2012 | 20h 21AE - Agência Estado

Para Wagner Gonçalves, existem 'fundamentos jurídicos sólidos para que sejam abertas investigações contra os que cometeram crimes durante o regime militar'
Nomeado para assessorar a Comissão da Verdade, Wagner Gonçalves defende que o Ministério Público (MP) proponha ações contra responsáveis por crimes ocorridos durante a ditadura. Num evento do MP sobre crimes da ditadura, realizado
não devem ter medo de propor ações contra torturadores.
"Há fundamentos jurídicos sólidos para que sejam abertas investigações contra os que cometeram crimes durante o regime militar. Não queremos perseguir ninguém, mas também não podemos compactuar com a impunidade", disse na ocasião. "O Ministério Público tem a obrigação de enfrentar os crimes ocorridos durante o período do regime militar no Brasil", afirmou.
a época, Gonçalves era responsável pela 2ª. Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, encarregada de analisar matérias criminais e relacionadas ao controle externo da atividade policial. Hoje ele está aposentado.

"O Ministério Público é a instituição pública que define se ingressa com ações criminais. De antemão, diante de sólidos fundamentos - e uma vez provados os fatos - não propor as ações penais representa uma omissão injustificável", disse na ocasião Gonçalves, ao participar do painel "Crimes da Ditadura: ainda é jurídico punir?".Para ele, tortura não é delito político, mas crime de lesa-humanidade, contra os direitos humanos. "O que está em questão são os valores da dignidade da pessoa humana e da prevalência dos direitos humanos. E esses valores `se vivem ou carecem de toda importância''", concluiu.

e-mail:palmada.semanal@gmail.com

Durante o regime ditatorial, ambos os lado dos cometeram crimes, os mais diversos. Ambos os lados merecem ser punidos, sendo o caso.  O jogo esta empatado. O desnate penderia a balança para  um lado.Quais implicações?

Discurso bifurcado

Editorial
O maior capital de uma nação  é o capital humano para o Brasil, e este esta sendo sistematicamente deixado de lado.As escolas são Ruins, os professores são desestimulados pela baixa remuneração e condições muitas vezes degradantes Prédios obsoletos, sem laboratórios sem concatenação com a realidade com o dia a dia.A educação deve ser a pedra de toque para o desenvolvimento.
************************************************************************

As oscilações do mercado são próprias ele.Devem ser conduzidos para que haja um equilíbrio entre o que entra nas contas do balanço de pagamentos.Porém o bem mais precioso é o capital humano,até parece ´oo capitalbvio, contudo é onde mais patina pois não forma
Celso Ming - O Estado de S.Paulo
25 de maio de 2012
O governo Dilma está especialmente aflito com o baixo desempenho do setor produtivo que, neste ano, deve repetir o fraco crescimento do PIB obtido no ano passado, de 2,7%, ou mesmo ficar abaixo disso.

Na tentativa de virar esse jogo adverso, a presidente Dilma Rousseff vem usando instrumentos nem sempre coerentes. De um lado, parece acreditar no simples encorajamento - como fazem por vezes dos querem mais empenho do destacamento. É assim quando apela, por exemplo, para a reativação do instinto animal do empresário.
Outras vezes, envereda para o caminho das ameaças. É o caso dos banqueiros, forçados a acelerar o crédito e a derrubar os juros, mesmo quando os índices de inadimplência mostram que o consumidor está excessivamente endividado e enfrenta dificuldades para continuar honrando compromissos financeiros. Diante disso, os banqueiros vêm reagindo de dois modos. Tanto anunciam alguma redução de juros como, também, não mexem no essencial. São cavalos que fingem que bebem ou que, simplesmente, não bebem a água para cujos reservatórios são conduzidos - já advertira no início deste mês o economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Rubens Sardenberg.
Na avaliação da conjuntura, o governo também é dúbio. Às vezes, realça o que vê como bom momento da economia. E, nessas condições, aponta para o baixo nível do desemprego, que em abril caiu para 6,0%, ou para o forte avanço do consumo, entre 5,0% e 6,0% neste ano. Em outras oportunidades, aponta para o horizonte cor de chumbo e alerta para turbulências que ameaçam toda a economia mundial, inclusive a do Brasil. Além do agravamento da crise global, a guerra cambial e os tsunamis monetários são alternadamente evocados para justificar o baixo resultado do setor produtivo.
Esse discurso bifurcado parece gerar mais dúvidas do que certezas. Todo o mundo vê que o consumo turbinado não guarda relação com a atividade produtiva, porque o PIB, já ficou dito, se arrasta a duras penas, especialmente quando provém da indústria.
Por outro lado, todos sentem que os apelos retóricos à ambição por lucros do empresário, sem a contrapartida da derrubada corajosa dos custos, não têm fôlego. Os pacotinhos de estímulo são endereçados a alguns favoritos ou a setores que se notabilizam pelo seu poder de grito. Esses são os vencedores, os mesmos que são agraciados com as batatas: alguma redução de impostos e créditos favorecidos do BNDES. Aos demais, sobram as cascas de sempre: políticas improvisadas e sem nexo; alta carga tributária; quarta tarifa mais cara de energia elétrica vigente no mundo; mesmos juros escorchantes no capital de giro; mesma precariedade da infraestrutura; Justiça que leva anos para dirimir um conflito de interesses; burocracia exasperante dos serviços públicos... e por aí vai.
O ministro Guido Mantega prefere realçar o que entende como grandes avanços da administração pública em direção aos juros mais baixos e ao câmbio desvalorizado. O problema está em que, sem forte empurrão que só as reformas proporcionarão e sem uma decidida ação rumo à redução do custo Brasil, essas mexidas não se sustentam, não lançam alicerces para os investimentos do setor privado e passam a impressão de que a economia está se desarrumando.

e-mail:palmada.semanal@gmail.com

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Nó górdio

Editorial

Relembre e Vive, escandalos do governo Lula, alguem se esqueceu?Escândalos do Governo Lula (desde 2003) Quem souber mais poste!
 * Caso Pinheiro Landim
 * Caso Celso Daniel
 * Caso Toninho do PT
 * Escândalo dos Grampos Contra Políticos da Bahia
 * Escândalo do Propinoduto (também conhecido como Caso Rodrigo Silveirinha)
 * CPI do Banestado
 * Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MST
 * Escândalo da Suposta Ligação do PT com a FARC
 * Escândalo dos Gastos Públicos dos Ministros
 * Irregularidades do Fome Zero
 * Escândalo do DNIT (envolvendo os ministros Anderson Adauto e Sérgio Pimentel)
 * Escândalo do Ministério do Trabalho
 * Licitação Para a Compra de Gêneros Básicos
 * Caso Agnelo Queiroz (O ministro recebeu diárias do COB para os Jogos Panamericanos)
 * Escândalo do Ministério dos Esportes (Uso da estrutura do ministério para organizar a festa de aniversário do ministro Agnelo Queizoz)
 * Operação Anaconda
 * Escândalo dos Gafanhotos (ou Máfia dos Gafanhotos)
 * Caso José Eduardo Dutra
 * Escândalo dos Frangos (em Roraima)
 * Várias Aberturas de Licitações da Presidência da República Para a Compra de Artigos de Luxo
 * Escândalo da Norospar (Associação Beneficente de Saúde do Noroeste do Paraná)
 * Expulsão dos Políticos do PT
 * Escândalo dos Bingos (Primeira grave crise política do governo Lula) (ou Caso Waldomiro Diniz)
 * Lei de Responsabilidade Fiscal (Recuos do governo federal da LRF)
 * Escândalo da ONG Ágora
 * Escândalo dos Corpos (Licitação do Governo Federal para a compra de 750 copos de cristal para vinho, champagne, licor e whisky)
 * Caso Henrique Meirelles
 * Caso Luiz Augusto Candiota (Diretor de Política Monetária do BC, é acusado de movimentar as contas no exterior e demitido por não explicar a movimentação)
 * Caso Cássio Caseb
 * Caso Kroll
 * Conselho Federal de Jornalismo
 * Escândalo dos Vampiros
 * Escândalo das Fotos de Herzog
 * Uso dos Ministros dos Assessores em Campanha Eleitoral de 2004
 * Abuso de Medidas Provisórias no Governo Lula entre 2003 e 2004 (mais de 300)
 * Escândalo dos Correios (Segunda grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Maurício Marinho)
 * Escândalo do IRB
 * Escândalo da Novadata
 * Escândalo da Usina de Itaipu
 * Escândalo das Furnas
 * Escândalo do Mensalão (Terceira grave crise política do governo. Também conhecido como Mensalão)
 * Escândalo do Leão & Leão (República de Ribeirão Preto ou Máfia do Lixo ou Caso Leão & Leão)
 * Escândalo da Secom
 * Esquema de Corrupção no Diretório Nacional do PT
 * Escândalo do Valerioduto
 * Escândalo do Brasil Telecom (também conhecido como Escândalo do Portugal Telecom ou Escândalo da Itália Telecom)
 * Escândalo da CPEM
 * Escândalo da SEBRAE (ou Caso Paulo Okamotto)
 * Caso Marka/FonteCindam
 * Escândalo dos Dólares na Cueca
 * Escândalo do Banco Santos
 * Escândalo Daniel Dantas - Grupo Opportunity (ou Caso Daniel Dantas)
 * Escândalo da Interbrazil
 * Caso Toninho da Barcelona
 * Escândalo da Gamecorp-Telemar (ou Caso Lulinha)
 * Caso dos Dólares de Cuba
 * Doação de Roupas da Lu Alckmin (esposa do Geraldo Alckimin)
 * Doação de Terninhos da Marísia da Silva (esposa do presidente Lula)
 * Escândalo da Nossa Caixa
 * Escândalo da Quebra do Sigilo Bancário do Caseiro Francenildo (Quarta grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Francenildo Santos Costa)
 * Escândalo das Cartilhas do PT
 * Escândalo do Banco BMG (Empréstimos para aposentados)
 * Escândalo do Proer
 * Escândalo dos Fundos de Pensão
 * Escândalo dos Grampos na Abin
 * Escândalo do Foro de São Paulo
 * Esquema do Plano Safra Legal (Máfia dos Cupins)
 * Escândalo do Mensalinho
 * Escândalo do Banco BMG (Empréstimos para aposentados)
 * Escândalo do Proer
 * Escândalo dos Fundos de Pensão
 * Escândalo dos Grampos na Abin
 * Escândalo do Foro de São Paulo
 * Esquema do Plano Safra Legal (Máfia dos Cupins)
 * Escândalo do Mensalinho
 * Escândalo das Vendas de Madeira da Amazônia (ou Escândalo Ministério do Meio Ambiente).
 * 69 CPIs Abafadas pelo Geraldo Alckmin (em São Paulo)
 * Escândalo de Corrupção dos Ministros no Governo Lula
 * Crise da Varig
 * Escândalo das Sanguessugas (Quinta grave crise política do governo Lula. Inicialmente conhecida como Operação Sanguessuga e Escândalo das Ambulâncias)
 * Escândalo dos Gastos de Combustíveis dos Deputados
 * CPI da Imigração Ilegal
 * CPI do Tráfico de Armas
 * Escândalo da Suposta Ligação do PT com o PCC
 * Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MLST
 * Operação Confraria
 * Operação Dominó
 * Operação Saúva
 * Escândalo do Vazamento de Informações da Operação Mão-de-Obra
 * Escândalo dos Funcionários Federais Empregados que não Trabalhavam
 * Mensalinho nas Prefeituras do Estado de São Paulo
 * Escândalo dos Grampos no TSE
 * Escândalo do Dossiê (Sexta grave crise política do governo Lula)
 * ONG Unitrabalho
 * Escândalo dos Fiscais do IBAMA do Rio de Janeiro
 * Escândalo da Renascer em Cristo
 * Crise no Setor Aéreo Brasileiro
 Atuais escândalos do Governo Lulopetista:
 http://veja.abril.com.br/idade
Denuncie
2 anos atrás Denuncie
Detalhes Adicionais
A Fonte da Veja CORRETO:
 http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/crise_lula/index.html
2 anos atrás

avomary1
Melhor resposta - Escolhida por votação










Dora Kramer - O Estado de S.Paulo
25 de maio de 2012

Depois de quatro invocações de prisioneiros ao direito constitucional de calar, está posta a evidência: se não uniformizar, não conferir inteligência, serenidade e celeridade aos trabalhos, a CPMI do Cachoeira corre o risco de trocar o lugar com os acusados e, aos olhos de sociedade, se transformar em ré pelo crime de omissão.
Admita-se, a questão não é fácil de resolver. Há o respeito ao rito de defesa sustentando nas garantias individuais.
Mas há também uma investigação aberta por iniciativa do Congresso que se propôs a destrinchar e expor para o público um esquema criminoso infiltrado no Estado, descoberto pela Polícia Federal, convalidado pela Procuradoria-Geral da República, cujos autos estão em poder do Supremo Tribunal Federal.
Não se trata, portanto, de algo trivial, de um passatempo ligeiro, muito menos de instrumento de vazão a disputas político eleitorais. Nem falemos mais nos intuitos vingativos porque estes já se reduziram à insignificância merecida.
Resta desatar o nó confeccionado na aprovação de um plano de trabalho que se revelou equivocado na decisão de dar prioridade à convocação de depoentes sabidamente protegidos pelo instituto do silêncio.
O lamentável é que não se impõe como posição majoritária na comissão mista de inquérito a disposição de corrigir rumos. Ao contrário: nota-se a nítida disposição de postergar o momento em que se começará a avançar para além do que já se sabe.
Pode até ser democraticamente bonitinho ver o desfile de prisioneiros ao abrigo das regras do Estado de Direito, mas isso só torna a comissão refém do direito alheio enquanto perde tempo e abre mão meio que indefesa (propositadamente?) de suas prerrogativas de investigar.
Ontem mesmo, um desses réus, Wladimir Garcez Henrique, confessou em sua exposição inicial que atuava como lobista da Delta e das organizações de Carlos Augusto Ramos junto ao governo de Goiás - um elo explícito.
Aproveitou para exibir suas relações com o poder citando o nome de governadores, deputados, senadores, um ministro, um ex-presidente do Banco Central e um funcionário da Casa Civil da Presidência da República, insinuando amplitude partidária e geográfica de suas atividades.
Disse o que quis e depois se recusou a repetir quando indagado pelos parlamentares sobre as mesmas questões, invocando o "direito constitucional de ficar calado". Se já falara, mentia, portanto, nessa alegação.
O que fizeram suas excelências? Chamaram mais dois depoentes (arapongas no esquema) que abriram mão da exposição de defesa, avisaram que recorreriam ao silêncio e foram dispensados.
A partir daí deputados e senadores dedicaram-se ao exercício do bate-boca e da troca de desaforos. Ou seja, réus unidos numa estratégia e investigadores desunidos berrando às tontas a falta de um projeto de operação.

e-mail:palmada.semanal@gmail.com

quarta-feira, 9 de maio de 2012

A CPI será uma feira de vaidades

08 de maio de 2012
Arnaldo Jabor - O Estado de S.Paulo

Editorial
Enquanto  o desfile de egos inchados dos detentores do poder, a última coisa farão é se lembrar das necessidades da população. Em suma estão pouco se lixando para os cidadãos , o resto  é blábla bla.
************************************************************************************


lO País não pode ser dividido em "esquerda e direita", nem em corrupção e honestidade. Esta CPI que raia no sujo horizonte vai nos mostrar mais que essas dualidades simplistas. (Demóstenes foi um exemplo de perigosa 'ambivalência'; ladrões mais coerentes e sólidos se escandalizaram. Há no ódio a Demóstenes uma crítica velada a seu 'amadorismo'.) Veremos um desfile de perversões políticas e até sexuais que traçam um retrato mais complexo do País. Esquerda e direita dividia um mundo linear e óbvio. A esquerda achava que era sujeito da História, mas a Direita sempre soube que a História não tem sujeito; só "objeto" - o lucro.

Nossa vida social é movida por outras categorias. Há paranoicos, esquizofrênicos, histéricos - um vasto catálogo de patologias. Vejamos.
A burrice - Nelson Rodrigues dizia que a burrice é uma "força da natureza". Antigamente, os cretinos se escondiam pelos cantos, roídos de vergonha; hoje, andam de fronte alta e peito estufado. Nunca a estupidez fez tanto sucesso. Forrest Gump, o herói idiota do filme, foi o precursor; Bush seguiu-o e se orgulhava de sua ignorância. Uma vez em Yale, ele disse: "Eu sou a prova de que os maus estudantes podem ser presidentes dos USA." E nosso Lula que tem títulos de doutor 'honoris causa', se gabando de não ter lido nada? Inteligência é chato; traz angústia, com seus labirintos. Inteligência nos desampara; burrice consola. A burrice está na raiz do populismo. Para muitos, a burrice é a moradia da verdade, como se houvesse algo de "sagrado" na parvoíce dos pobres, uma 'sabedoria' primitiva que desmascara a mentira "de elite". A burrice é a ignorância em busca de 'sentido'; burrice no poder chama-se "fascismo".
A caretice - O careta é antes de tudo um forte. Está sempre atrás de certezas. Olha o mundo com um olho só e só vê o que já sabia. A caretice é uma posição política. A diversidade da vida é recusada como um desvio, a dúvida como fraqueza. Sua cara é uma careta - daí, o nome-, uma máscara fixa com uma única ideia na mente. Careta odeia novidades, ideias complexas. O careta é linear - tem princípio, meio e fim.
O careta tende mais para o que se chamava de "direita". Mas, há também muitos caretas de "esquerda", que querem uma sociedade sob controle, pois só eles sabem o que é bom para nós, os 'alienados'. Existe até o careta drogado, o 'bicho grilo' chamado "muito louco". Como disse alguém: "Pior que careta, só o "muito louco"...
A incompetência é uma maldição nacional, secular. Existe mais na chamada "esquerda" do que entre os "neoliberais". Os "ideológicos" não se interessam por nada prático, administrável, que chamam de 'epifenômenos' menores. Nada mais chato para eles do que a realidade, apesar de falarem nela o tempo todo. A realidade brasileira para eles é um delírio, com meia dúzia de "contradições" óbvias. Antigamente, era 'latifúndio, burguesia nacional e imperialismo'. Agora, é a tentativa de tomar o Estado por dentro da democracia, instalando 'companheiros' oriundos da massa pelega no poder para fazer uma revoluçãozinha vulgar. Eles dizem que a 'competência' é perigosa porque pode ocultar uma política de direita, mascarar "táticas" do capitalismo. Leram um negocinho do Heidegger sobre a 'técnica' e usam-no para justificar suas trapalhadas gerenciais.
Mas, há mais...
A liberdade é outra doença que nos rói. Por um lado, é um ar puro que amamos depois de 21 anos de ditadura; por outro, provoca vertigens em gente que prefere a submissão. Poderosos sempre falam em democracia, mas muitos planejam impedir que a sociedade julgue o país. Se a crise nos atingir, a patuleia também vai sonhar com um bom tirano, um guia. De resto, a liberdade pode virar um vulgar produto de mercado - celebridades saltitantes e livres dentro de um chiqueirinho de irrelevâncias: o sucesso sem trabalho, o marketing sexual, bundas querendo subir na vida, próteses de silicone na alma.
Imaginação falta-nos também. Não há. Na política, ela é vista como desvio da norma, como perigosa utopia que atrapalha a muralha patrimonialista que nos rege. Imaginação é considerada demagogia ou espetáculo barato. No Brasil, a política do espetáculo foi inventada por Jânio Quadros; Lula foi um bom aluno. Na CPI veremos shows esfuziantes.
O "passadismo rancoroso" é praticado por muitos esquerdistas renitentes. Vivem a nostalgia de heranças malditas, ossadas do Araguaia e nenhum projeto claro para o futuro, como se a vida social de hoje fosse a decadência de um passado que estava certo. Nacionalismo e terceiro-mundismo nascem daí: fome de voltar para a taba ou para o casebre com farinha, paçoca e violinha.
A preguiça é um dos cacoetes mais comuns. Administrar dá trabalho. A burocracia nos defende da 'urgência', da 'emergência', ritmos desconhecidos entre nós, criando a vida pública em câmera lenta, onde a única coisa que acontece é que não acontece nada.
A vaidade também será visível na CPI, nos bigodes e cabelos acaju ou negros como a asa da graúna, visível também no amor ao luxo cafajeste de batucada em restaurantes de Paris, lanchas, vinhos de dez mil dólares e prostitutas em cargos de confiança.
A amizade é outro vício comum, que enlaça cinturas de jaquetões e batuca palmadinhas nas costas, justificando presentes de geladeiras, carrões e bilhões roubados.
Mas, há mais... há mais... Temos os egoístas, os psicopatas (muito em moda...), os "fracassomaníacos", temos as imensas multidões dos "babacas" (serei um deles?...), comandados pelos boçais, cafajestes, oportunistas, ladrões de todas as cores.
De modo que não podemos nos contentar com a velha dualidade "direita/esquerda". O mundo é muito mais vasto, oh "raimundos" e vagabundos!...
E mais - não podemos esquecer os batalhões que crescem a cada dia, os exércitos invencíveis: a brilhante plêiade dos "F.D.P.'s".