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domingo, 23 de outubro de 2011

'Esporteduto' montado por PC do B controla postos e verbas do ministério

Editorial
Será que nesse país só prospera a malandragem alimentada por um espírito de desonestidade? As coisas aqui só funcionam na base do “jeitnho” um traço cu.tural pela averção à ao conhecimento científico?  Fazendo as coisas de um jeito torto ao arrepio da lei, infringindo deliberadamente a lei querendo ser superior aos demais contribuintescomo se não precisace  dar satisfações dos seus atos? E o mais grave é que as autoridades, em especial os representantes eleitos dão os piores exemplos notadamente o ex presidente Lula.Com uma moral no mínimo questionável deixando bem clara sua intenção de voltar á presidência a qualquer custo e muito longne de uma ética nas suas intenções. Seremos jogados numa vala comum e esquecidos como cidadões por sermos honenstos em nossas atitudes e ações e finalmente esquecidos?
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O mapa de repasses do programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, revela que o ministro Orlando Silva alimentou com verbas federais a rede de militantes que, nos últimos anos, o PC do B instalou em postos-chave do nicho esportivo no setor público. Nos últimos dois anos, prefeituras e secretarias municipais de Esporte controladas pelo partido estiveram entre as maiores beneficiadas por recursos do Segundo Tempo, criado para promover atividades físicas entre estudantes.
A presença de comunistas nas duas pontas do 'esporteduto' não é casual: mesmo antes de fincar bandeira na Esplanada dos Ministérios, no governo Luiz Inácio Lula da Silva, o partido havia estabelecido como estratégia concentrar no setor esportivo praticamente todas as reivindicações de cargos nas esferas federal, estadual e municipal.
Entre as prefeituras, de janeiro a outubro de 2011, a que recebeu o maior repasse per capita do Segundo Tempo foi a de Sobral (CE), cidade em que o coordenador do programa é um ex-candidato a vereador e dirigente municipal do PC do B. Foi quase R$ 1,5 milhão para uma população de cerca de 188 mil moradores, segundo levantamento do Contas Abertas, entidade especializada na análise de contas públicas.
Militantes do PC do B também administram os recursos liberados pelo ministério em Goiânia (R$ 2,2 milhões) e Fortaleza (R$ 980 mil), duas capitais nas quais o partido conseguiu nomear os secretários de Esporte por causa de acordos com o PT, que governa as duas cidades. Na capital cearense, o secretário é suplente de vereador e professor de história; em Goiânia, advogado e dirigente partidário.
Em números absolutos, Belo Horizonte é a líder no ranking das verbas deste ano, com R$ 2,6 milhões. Lá, o PC do B só não ocupa ainda a Secretaria de Esportes porque sua criação está pendente de aprovação pela Câmara. O partido já acertou a adesão ao governo do prefeito Márcio Lacerda (PSB), além do apoio à sua reeleição.


DANIAILIBI, estadao.com.br, Atualizado: 23/10/2011 3:04todas as reivindicações de cargos nas esferas federal, estadual e municipal.

O mapa de repasses do programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, revela que o ministro Orlando Silva alimentou com verbas federais a rede de militantes que, nos últimos anos, o PC do B instalou em postos-chave do nicho esportivo no setor público. Nos últimos dois anos, prefeituras e secretarias municipais de Esporte controladas pelo partido estiveram entre as maiores beneficiadas por recursos do Segundo Tempo, criado para promover atividades físicas entre estudantes.
A presença de comunistas nas duas pontas do 'esporteduto' não é casual: mesmo antes de fincar bandeira na Esplanada dos Ministérios, no governo Luiz Inácio Lula da Silva, o partido havia estabelecido como estratégia concentrar no setor esportivo praticamente EL BRAMATTI, JULIA DU
Entre as prefeituras, de janeiro a outubro de 2011, a que recebeu o maior repasse per capita do Segundo Tempo foi a de Sobral (CE), cidade em que o coordenador do programa é um ex-candidato a vereador e dirigente municipal do PC do B. Foi quase R$ 1,5 milhão para uma população de cerca de 188 mil moradores, segundo levantamento do Contas Abertas, entidade especializada na análise de contas públicas.
Militantes do PC do B também administram os recursos liberados pelo ministério em Goiânia (R$ 2,2 milhões) e Fortaleza (R$ 980 mil), duas capitais nas quais o partido conseguiu nomear os secretários de Esporte por causa de acordos com o PT, que governa as duas cidades. Na capital cearense, o secretário é suplente de vereador e professor de história; em Goiânia, advogado e dirigente partidário.
Em números absolutos, Belo Horizonte é a líder no ranking das verbas deste ano, com R$ 2,6 milhões. Lá, o PC do B só não ocupa ainda a Secretaria de Esportes porque sua criação está pendente de aprovação pela Câmara. O partido já acertou a adesão ao governo do prefeito Márcio Lacerda (PSB), além do apoio à sua reeleição.^

e-mail: palmadasemanal@gmail.com

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Marcha contra a corrupção reúne cerca de 20 mil pessoas em Brasília

Editorial
Apesar de ser um tanto tímida e restrita a poucas cidades é alentador que pessoas ainda se senttem indignadas pelo que acontece nas esferas do poder público. Ainda mais com a ação predatória com que o PT tem se posicionado para se manter no poder custe o que custar, retirando  do povo o imposto para aplicar enormes recursos na maquinna estatal  relegando o povo a quem prometeu cudar em segundo plano. O povo só apoiará se sua situação de vida melhorar,caso contrário irá colher o fruto dovizinho se este for maia atraente.
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O Estado de São Paulo
Célia Froufe, BRASÍLIA
12 de outubro de 2011 |

Uma mancha escura formada por cerca de 20 mil pessoas, segundo estimativas da Polícia Militar, percorreu um quilômetro de distância na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, seguindo do Museu da República até chegar à Praça dos Três Poderes, na manhã desta quarta-feira, 12.
Ed Ferreira/AE
Manifestantes protestam no DF com vassouras, nariz de palhaço e roupas de presidiários


Os três pontos principais da 2ª edição da Marcha contra a Corrupção, realizada também em outras 18 cidades, são a regulamentação da Ficha Limpa pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a aprovação do projeto de lei que estabelece o voto aberto dos parlamentares no Congresso, e a preservação dos poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de órgão de controle externo do Judiciário.
PM elevou para 20 mil pessoas a estimativa do número de participantes da segunda edição da Marcha contra a Corrupção, em Brasília, na manhã de hoje. O primeiro levantamento dava conta de 13 mil manifestantes que percorreram a Esplanada dos Ministérios, do Museu da República até a Praça dos Três Poderes e depois seguiram mais alguns metros até o Ministério do Exército, onde ocorreu a dispersão.
Mesmo assim, o volume de participantes foi inferior à contagem feita pela PM na primeira edição do evento, em 7 de Setembro. Na ocasião, foram contabilizadas as participações de 25 mil pessoas. De acordo com o tenente Marcos Braga, o outro evento acabou ganhando adesão de última hora da população de Brasília, que saiu de suas casas para assistir ao desfile militar.
Com bicicletas, vassouras, nariz de palhaço e roupas de presidiários, ou empunhando faixas, os manifestantes fizeram uma pequena pausa no percurso, em frente ao Congresso Nacional, onde foi cantado o Hino Nacional.
O número de participantes está menor do que o estimado pela PM na primeira edição do evento, em 7 de setembro, quando a PM contou 25 mil pessoas. O tenente Marcos Braga, da PM do DF, explicou que naquela ocasião o evento ganhou apoio de última hora da população de Brasília, que saiu de suas casas para assistir ao desfile de 7 de setembro.
Desta vez, os manifestantes também carregam uma faixa com uma pizza de 15 metros de diâmetro. Aos grados, gritam: "Não sou otário, do meu bolso é que sai o seu salário", "Ô Dilma, presta atenção, o brasileiro não quer mais corrupção", "Voto secreto não, eu quero é ver a cara do ladrão".

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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Roberto Jefferson pede ao STF inclusão de Lula no processo do mensalão

Editorial
A mediocridade de boa parte dos representantes  do povo se confirma por seus atos que são confirmados diariamente, pelos noticiários diários. A velha frase batida que os culpados serão punidos exemplarmente ou com o rigor da lei, conforme pronunciado Pelo Lula, mas nada acontece, pois se o fizessem  teriam  que se auto encarcerarem.Mas os culpados somos nós que não tomamos uma atitude e deixamos o barco a correr livremente, acreditando nas inúmeras  promessas que fazem e nada fazem ou fazem muito pouco, porém engordam suas contas bancárias as custas dos impostos que pagamos e o pior, temos uma espada sobre nossas cabeças pois a gangue do PT está mais para uma ditadura de esquerda do que um regime verdadeiramente democrático.
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Argumento é de que Lula deve ser considerado suspeito porque enviava projetos para o Congresso
02 de setembro de 2011 | 17h 19
O Estado de S.Paulo
Mariângela Galluci

Mais uma vez o presidente do PTB, Roberto Jefferson, insiste para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja incluído entre os acusados de envolvimento no esquema do mensalão. Em um documento enviado nesta semana ao Supremo Tribunal Federal (STF) com as suas alegações finais sobre o caso, Jefferson afirma que Lula deve ser considerado suspeito porque enviava projetos para o Congresso.
De acordo com o Ministério Público, o esquema consistia no pagamento de quantias a parlamentares para que votassem a favor de projetos de interesse do governo. No início de julho, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu ao STF que condene 36 dos 38 réus do processo do mensalão. Ele afirmou que devem ser absolvidos por falta de provas o ex-ministro Luiz Gushiken e o ex-assessor Antônio Lamas.

"Qual a razão do ilustre acusador ter deixado de denunciar aquele que, por força de disposição constitucional, é o único que no âmbito do Poder Executivo tem iniciativa legislativa, o presidente da República, para somente acusar três de seus auxiliares, ministros de Estado, que iniciativa para propor projetos de lei não têm", afirmou a defesa de Jefferson nas alegações finais enviadas ao STF. A expectativa é de que o plenário do STF julgue a ação no início do próximo ano.

Lula promete a Dirceu desmontar ‘farsa do mensalão’
Reunido com ex-ministro, em encontro do PT,presidente avisa que fora do governo vai lutar pela reforma política
19 de novembro de 2010 | 20h 15

Dirceu foi o petista mais assediado durante a reunião do Diretório Nacional do partido

Abatido pelo escândalo do mensalão, em 2005, Dirceu foi o petista mais assediado na reunião do Diretório Nacional do PT ontem. Fez muitos elogios à presidente eleita, Dilma Rousseff, criticou a formação do "blocão" no Congresso - integrado por cinco partidos (PMDB, PP, PR, PTB e PSC) - e disse que Lula vai cuidar da reforma política no ano que vem.
"Se o Supremo Tribunal Federal me absolver, a Câmara me anistia", afirmou Dirceu, com a expectativa de ser julgado até novembro de 2011. Deputado cassado pela Câmara no rastro do mensalão, ele havia antes presidido o PT durante oito anos, de 1995 a 2002.
Lula reafirmou a Dirceu, segundo apurou o Estado, que, assim que deixar o Planalto, vai atuar para a aprovação da reforma política - empacada no Congresso. Toda vez que se refere à crise do mensalão, ele diz que seu governo foi vítima de "cerco político" e de "golpe".
O presidente Lula chegou a afirmar, em 2005, que foi traído. Até agora, porém, não disse quem o traiu nem como pretende agir para provar que o escândalo não passou de caixa dois de campanha, como alega.

Relatório da PF confirma mensalão no governo Lula
Documento divulgado pela revista 'Época' mostra que fundo com participação do BB foi um dos principais financiadores do esquema de Marcos Valério
02 de abril de 2011 | 13h 40


Relatório final da Polícia Federal confirma a existência do mensalão no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Depois de seis anos de investigação, a PF concluiu que o Fundo Visanet, com participação do Banco do Brasil, foi uma das principais fontes de financiamento do esquema montado pelo publicitário Marcos Valério. Com 332 páginas, o documento da PF, divulgado pela revista "Época", joga por terra a pretensão do ex-presidente Lula de provar que o mensalão nunca existiu e que seria uma farsa montada pela oposição.
O relatório da PF demonstra que, dos cerca de R$ 350 milhões recebidos do governo Lula pelas empresas de Valério, os recursos que mais se destinaram aos pagamentos políticos tinham como origem o fundo Visanet. As investigações da PF confirmaram que o segurança Freud Godoy, que trabalhou com Lula nas campanhas presidenciais de 1998 e 2002, recebeu R$ 98,5 mil do esquema do valerioduto, conforme revelou o Estado, em setembro de 2006. A novidade é que Freud contou à PF que se tratava de pagamento dos serviços de segurança prestados a Lula na campanha de 2002 e durante a transição para a Presidência - estabelecendo uma ligação próxima de Lula com o mensalão. No depoimento, Freud narrou que o dinheiro serviu para cobrir parte dos R$ 115 mil que lhe eram devidos pelo PT.
O relatório da PF apontou o envolvimento no esquema do mensalão, direta ou indiretamente, de políticos como o hoje ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, do PT. Rastreando as contas do valerioduto, os investigadores comprovaram que Rodrigo Barroso Fernandes, tesoureiro da campanha de Pimentel à prefeitura de Belo Horizonte, em 2004, recebeu um cheque de R$ 247 mil de uma das contas da SMP&B no Banco Rural. As investigações confirmaram também a participação de mais sete deputados federais, entre eles Jaqueline Roriz (PMN-DF), Lincoln Portela (PR- MG) e Benedita da Silva (PT-RJ), dois ex-senadores e o ex-ministro tucano Pimenta da Veiga.
Segundo a revista "Época", a PF também confirmou que o banqueiro Daniel Dantas tentou mesmo garantir o apoio do governo petista por intermédio de dinheiro enviado às empresas de Marcos Valério. Dantas teria recebido um pedido de ajuda financeira no valor de US$ 50 milhões depois de se reunir com o então ministro da Casa Civil José Dirceu. Pouco antes de o mensalão vir a público, uma das empresas controladas por Dantas fechou contratos com Valério, apenas para que houvesse um modo legal de depositar o dinheiro. De acordo com o relatório da PF, houve tempo suficiente para que R$ 3,6 milhões fossem repassados ao publicitário.
As investigações comprovaram ainda que foram fajutos os empréstimos que, segundo a defesa de Marcos Valério, explicariam a origem do dinheiro do mensalão. Esses papéis serviram somente para dar cobertura jurídica a uma intrincada operação de lavagem de dinheiro. De acordo com o relatório da PF, houve duas fontes de recursos para bancar o mensalão e as demais atividades criminosas de Marcos Valério. A principal, qualificada de "fonte primária", consistia em dinheiro público, proveniente dos contratos do publicitário com ministérios e estatais. O principal canal de desvio estava no Banco do Brasil, num fundo de publicidade chamado Visanet, destinado a ações de marketing do cartão da bandeira Visa. As agências de Marcos Valério produziam algumas ações publicitárias, mas a vasta maioria dos valores repassados pelo governo servira tão somente para abastecer o mensalão.
A segunda fonte de financiamento, chamada de "secundária", estipulava que Marcos Valério seria ressarcido pelos pagamentos aos políticos por meio de contratos de lobby com empresas dispostas a se aproximar da Presidência da República. Foi o caso do Banco Rural, que tentava obter favores do Banco Central e do banqueiro Daniel Dantas, que precisava do apoio dos fundos de pensão das estatais.

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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Gravação mostra nº 2 do Turismo ensinando a criar ONG de fachada

Minha Palavra
A faxina anunciada é fachada. Uma limpeza meia boca para tirar alguns indesejáveis, só isso ou alguém pensa que esses safados irão largar o osso tão fácil assim. A corrupção, o jeitinho, a facilitação, o compadrio, a dificuldade para venda de facilidades não se limpa tão facilmente para que a faxina fosse completa todo o governo deveria se demitir e um interventor internacional estabelecesse uma corte de notáveis para que minimamente houvesse uma remota possibilidade de corrigir os disparates que se cometem nesta “terra brasilis”
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O Estado de S.Paulo
10 de agosto de 2011
Leandro Colon enviado especial
Segundo a PF, conversa entre o secretário-geral da pasta e empresário ocorreu em julho

MACAPÁ (AP) - Uma gravação telefônica da Operação Voucher obtida pelo Estado nesta quarta-feira mostra, segundo a Polícia Federal, o secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Silva Costa, orientando um empresário a montar uma entidade de fachada para fechar um convênio com o governo federal.
De acordo com o relatório da PF, Frederico ensina o empresário Fábio de Mello a montar um instituto. A conversa, de acordo com os documentos, ocorreu no dia 20 de julho deste ano. "O importante é a fachada e tem que ser uma coisa moderna que inspira confiança em relação ao tamanho das coisas que vocês estão fazendo", disse o secretário-executivo ao empresário, segundo a polícia."Pega um negócio ai pra chamar a atenção, assim, de porte, por três meses (...). Mas é pra ontem! Que se alguém aparecer para tirar uma foto lá nos próximos dois dias, as chances são altas", afirmou Frederico, segundo a investigação. "Pega um prédio moderno ai, meio andar, diz que tá com uma sede que está em construção, mas por enquanto", orientou o secretário.








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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Missão dos EUA via no governo Lula foco de antiamericanismo e corrupçã

Um governo permeado pela corrupção, defensor de posições polêmicas em relação ao Irã e com um profundo sentimento antiamericano. Essa era a percepção que a diplomacia americana mantinha sobre o governo Lula, de acordo com mensagens sigilosas trocada pelo embaixador no Brasil e o Departamento de Estado entre 2008 e 2009. As mensagens foram divulgadas ontem pela organização WikiLeaks.

Os documentos escancaram uma realidade de desconfiança mútua e uma acirrada disputa no interior do governo brasileiro sobre qual estratégia adotar em relação a Washington.
Do lado americano, não se esconde a necessidade de contar com o Brasil como um estabilizador na América Latina, obrigando a Casa Branca a insistir em aprofundar a relação.
Isso não impediu, porém, que os diplomatas americanos fizessem avaliações duras sobre Lula, indicando uma gestão marcada pela corrupção entre seus "mais próximos aliados", assolado pela "praga" da compra de votos e sem ter dado uma resposta ao crime no Brasil. A crítica é feita pelo ex-embaixador americano em Brasília, Clifford Sobel. "O governo Lula tem sido afetado por uma grave crise política", afirma o documento, citando "escândalos e tráfico de influência".
"A principal preocupação popular - crime e segurança pública - não diminuiu durante sua administração (de Lula)", informa um telegrama enviado ao Departamento de Estado.