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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Políticos que defendem novos Estados enfrentam ações

Minha Palavra
Se os políticos tivessem verdadeiro espírito público daria para imaginar que trabalhariam para o crescimento da nação e a melhora da condição de todos os brasileiros, coisa utópica  hoje conhecendo o quadro desolador do quilate dos políticos de uma mediocridade assustadora. É um festival de bajulação para ficar bem na foto perante a fotografia de quem aparece na foto oficial em todos os gabinetes.
Não é, também nem um pouco alentadora a situação dos proponentes da criação de mais dois estados. Com todas as justificativas que possam ter não me escapa a visão de mais um imenso cabide de empregos cuja conta recairá no nosso lombo já curvado pelo peso dos infinitos  impostos já cobrados sem que se tenha um retorno de uma melhora das condições de vida. A ladainha oficial é sempre a mesma mas na ponta do cidadão os recursos são minguados. È só olhar para a educação, para a saúde, a inflação, a segurança. Enchem nossos ouvidos de mentiras e na surdina da noite quando as pessoas de bem dormem  os ratos aprovam aumentos espetaculares , como ladrões, para seus próprios vencimentos.
Um povo submisso e conivente com todas essas coisas merece ser contemplado do com tanta mediocridade.

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AE - Agência Estado

12 de maio de 2011


Lideranças envolvidas diretamente nas articulações para a criação de dois novos Estados dentro do atual território do Pará têm pendências com a Justiça. A realização de um plebiscito para a criação de Carajás e Tapajós foi aprovada na semana passada pela Câmara dos Deputados e pode permitir que estes políticos tentem candidaturas para cargos de ainda maior expressão, como governadores e senadores.

Um dos principais negociadores na Câmara da aprovação da proposta de plebiscito para a criação de Tapajós, o deputado federal Lira Maia (DEM) é um dos campeões em números de processos no Supremo Tribunal Federal (STF).
 Ex-prefeito de Santarém, possível futura capital do novo Estado, ele é investigado ou réu em inquéritos e processos que apuram crimes de responsabilidade, desvio de verbas e irregularidades em licitações.

Em 2009, o plenário do STF aceitou duas denúncias contra o parlamentar. Na primeira delas, ele foi acusado de envolvimento em irregularidades em 24 processos licitatórios para compra de merenda escolar da rede pública de Santarém. Na época dos fatos ele era prefeito do município. De acordo com informações divulgadas na ocasião pelo STF, o suposto superfaturamento teria sido de quase R$ 2 milhões.

Lira Maia diz haver motivações políticas nos processos judiciais contra ele. "Todos os processos foram abertos com motivação política, como forma de tentar me descredenciar perante os eleitores numa tentativa de arregimentar algum proveito político em minha região." No caso da compra de merenda pública, ele afirma que suas contas foram aprovadas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

e-mail: palmadasemanal@gmail.com

terça-feira, 26 de abril de 2011

Renan Calheiros fará parte do Conselho de Ética do Senado

Minha Palavra


Renan Calheiros (AL)
 João Alberto Souza (MA)
 Romero Jucá (RR)
Lobão Filho (MA)
Humberto Costa (PE)
 Wellington Dias (PI)
 José Pimentel (CE)
 Mário Couto (PA)
  Cyro Miranda (GO)
Gim Argello (PTB-DF)
 Jayme Campos (DEM-MT)
 Vicentinho Alves (PR-TO)
Ciro Nogueira (PP-PI)
 Acir Gurgacz (PDT-RO)
  Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)

Como os estados de Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraná, Piauí, Pará, Goiás, Distrito Federal, Mato
Grosso, Tocantins , Roraima , Sergipe sendo estados na grande maioria do Norte e Nordeste dos do centro- Oeste  e um do sudeste  terão a missão de julgar a ética dos nobres congressistas serão neutros ao julgares os “desviados” da sua conduta ética quando julgarem seus pares e seus desafetos ?
Só de ter um cose lho de ética dessa envergadura já é um péssimo sinal no que concerne à honradez de seus ocupantes. Retrato de como é espúria política brasileira. O primeiro nome desta lista, para mim, não é um bom agouro. O cidadão  brasileiro ainda continua não sendo uma prioridade do governo Federal. Haja visto as atitudes que vem tomando.



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O Estado de S. Paulo
Rosa Costa
26.abril.2011





Alvo em 2007 de cinco representações no Conselho de Ética do Senado, o líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL), será membro titular desse colegiado, desativado há dois anos.
 O nome dos 15 novos integrantes será oficializado na tarde desta terça-feira, 26, no início da sessão do plenário, com a leitura da relação de nomes indicados pelos líderes dos partidos.

Além de Renan, o PMDB será representado no conselho pelos senadores João Alberto Souza (MA), Romero Jucá (RR) e por Lobão Filho (MA) que assumiu o mandato com a nomeação de seu pai, Edison Lobão, para o cargo de Ministro das Minas e Energia.


Os demais integrantes do conselho de ética são, pelo PT, os senadores Humberto Costa (PE), Wellington Dias (PI) e José Pimentel (CE); pelo PSDB os senadores Mário Couto (PA) e Cyro Miranda (GO); além dos senadores Gim Argello (PTB-DF); Jayme Campos (DEM-MT); Vicentinho Alves (PR-TO); Ciro Nogueira (PP--PI); Acir Gurgacz (PDT-RO) e Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).

E-MAIL: PALMADASEMANAL@GMAIL.COM

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

'País retrocedeu na agenda dos direitos humanos'

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Existem presidentes e Presidentes.

Tem presidentes que encontram soluções e tem presidentes que navegam na rota traçada pelo antecessor . Tem presidentes que  trabalham e tem presidentes que viajam, tem presidentes que criam oportunidades e tem presidentes que se aproveitam das oportunidades, tem presidentes que tem um patrimônio e continuam com o mesmo depois do Período de mandato e tem presidente  que multiplica muitas vezes seu patrimônio. Tem presidente que é estadista e tem presidente que é presidente.







FHC critica política externa da era Lula, para ele mais voltada à promoção do 'prestígio de alguns do que dos interesses nacionais'

Jamil Chade, de O Estado de S.Paulo
24/01/11
A política externa brasileira é "improvisada" e está guiada mais pela promoção do "prestígio de alguns do que dos interesses nacionais do País". A afirmação é do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que, em entrevista ao Estado, acusou a política externa do governo Lula de ter distanciado o Brasil de uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU. Agora, cobra da presidente Dilma Rousseff que seja "consequente" com as declarações de que vai pôr os direitos humanos no centro de sua agenda. Para Fernando Henrique, o Brasil foi "ingênuo" ao lidar com o Irã.
A presidente Dilma afirmou que Brasil errou com voto sobre o Irã na ONU que tratava de lapidação, em que o governo Lula se absteve. É sinal de mudança?
Gostei da declaração da Dilma de que ela não aceita a lapidação. Ela falou algo que era verdadeiro. São direitos universais. Não pode haver concessão. O problema é que agora vamos ver se o governo vai ser mesmo consequente com isso e com essa postura.
O que é ter política externa consequente com direitos humanos?
Apesar de ter uma posição econômica e até política de aproximação com um país, ser consequente com direitos humanos é dizer: "com isso aí eu não concordo". Não implica romper com ninguém nem fazer uma política de bloqueio. É acreditar que direitos humanos são valores universais.
O Brasil foi consequente com a agenda de direitos humanos durante os últimos oito anos?
O Brasil retrocedeu na agenda dos direitos humanos, assim como havia retrocedido na questão do meio ambiente e de não aceitar metas de limitação de emissões. Agora, na parte ambiental, o governo recuperou uma posição mais positiva. Mas na questão dos direitos humanos retrocedeu e até agora não vi nada novo ainda.
Parte da agenda de direitos humanos com o Irã está intimamente ligada à questão nuclear. Como equilibrar esses dois pilares da agenda?
A questão nuclear é complicada. O Brasil sempre teve uma posição favorável à pesquisa. Não pode nem cogitar fazer bomba atômica. Mas estamos entrando em um momento delicado no cenário internacional. Há um aumento de usinas nucleares no mundo. Ninguém discute isso e não está resolvido. Precisamos passar para um debate mais amplo. Enquanto o Irã defender a autonomia da pesquisa, temos de estar de acordo. Pois queremos a mesma coisa. Mas se trata de fazer uma bomba, temos de estar contra. É um crime contra a humanidade. No caso do Irã, o governo do Brasil alega que teve sinal de Obama para mediar um acordo nuclear. Os americanos dizem que não. O que não dá para entender de nenhuma forma é Lula levantar a mão de Ahmadinejad. Isso foi glorificar a pessoa que nega o Holocausto. Como não há o Holocausto?
Hillary Clinton disse que Brasil foi ingênuo com o Irã. O sr. Concorda?
Acredito que fomos muito ingênuos. No mínimo achando que estávamos fazendo um papel bom e positivo. Mas o que vemos é que o resultado foi negativo. Pelo menos para o Brasil. O que vimos foi uma redução das chances do Brasil de participar de tais negociações depois do que ocorreu. Foi um passo audacioso. Mas não temos alavancagem para jogar aquele jogo. O Brasil precisa fazer um pouco mais do que a China faz. A China só se move em termos de interesse nacional restrito. Quando seu interesse está em jogo e ela tem meios de fazer valer sua palavra, então entra em campo. Nós opinamos um pouco demais. É mais uma questão da promoção do prestigio de alguns que do interesse nacional. Buscam o prestígio da diplomacia, do presidente, da ideia de um Brasil potência. No Oriente Médio, temos de falar de direitos humanos. Essa é a nossa linguagem. Não a linguagem de que eu tenho o poder de mudar as regras do jogo lá. É muito complicado mexer com essa região. Mexe com interesses imensos, com a cultura. Para o Brasil jogar, teria de estar mais preparado. Foi arriscado e mostrou improvisação. Foi um gol contra.
E quais podem ser as consequências para o governo Dilma?

O pior é que tudo isso distanciou o Brasil do objetivo declarado da diplomacia brasileira, que era ter um lugar no Conselho de Segurança. Atrapalhou um dos objetivos da diplomacia brasileira e vai levar muito tempo para recuperar a posição em que estávamos antes. Veja a Índia, que recebeu um aval dos Estados Unidos para ter um lugar no Conselho de Segurança.


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